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How to perform cloud pentesting without violating provider policies

Por que pentestar cloud é diferente (e mais perigoso) do que parece

Fazer pentest em ambientes cloud parece só “mais um teste de segurança”, mas o risco de pisar nas políticas dos provedores é bem maior do que em data center próprio. Em AWS, Azure e GCP, qualquer tráfego mais agressivo pode ser interpretado como ataque real à infraestrutura compartilhada, disparando alertas de abuso, suspensão de conta e até notificação legal. Entender como fazer teste de invasão em ambiente cloud sem violar regras do provedor começa por aceitar que você não é dono do hardware, nem da rede subjacente. Você está alugando pedaços de um ecossistema enorme, com limites contratuais bem específicos, e esse contrato define o que é teste autorizado e o que vira incidente de segurança.

Entendendo o que você realmente pode testar na nuvem

A regra de ouro: você só pode pentestar o que está sob sua responsabilidade no modelo de responsabilidade compartilhada. Em IaaS, normalmente é permitido testar sistemas operacionais, aplicações, configs de rede dentro da sua conta. Já o hypervisor, serviços gerenciados totalmente abstratos e backbone de rede são território proibido. As políticas dos provedores cloud para testes de segurança e pentest detalham isso, mas pouca gente realmente lê os anexos de uso aceitável. Em pentest em cloud aws normas e conformidade, por exemplo, certas técnicas de negação de serviço ou varreduras muito agressivas continuam banidas, mesmo com autorização interna do cliente, porque podem afetar outros tenants.

Real case 1: varredura “inofensiva” que virou ticket de abuso

Um time de segurança rodou um scanner de portas bem parrudo contra uma aplicação em produção hospedada em AWS. Tudo dentro da conta do cliente, escopo assinado, aprovação da diretoria. O problema: o scanner estava em outro provedor, gerando tráfego de origem suspeita e em volume alto, parecendo ataque coordenado. Resultado: o time de abuso da AWS abriu incidente, pediu explicações e ameaçou bloquear instâncias envolvidas. O erro não foi o pentest em si, mas a falta de alinhamento com o provedor e de limitação de taxa. Esse tipo de situação mostra por que serviços de pentest em nuvem aws azure gcp conformidade legal exigem coordenação formal e documentação prévia, não só “ok” verbal do cliente.

Passo a passo prático para não violar políticas dos provedores

Como fazer pentest em ambientes cloud sem violar políticas dos provedores - иллюстрация

Antes de rodar qualquer exploit, você precisa tratar o teste como um mini-projeto de governança, não só de hacking. Isso inclui mapear escopo técnico, donos dos recursos e restrições contratuais da nuvem escolhida. Em muitas empresas, o contrato com o provedor tem addendums de segurança que ninguém de TI nunca leu, mas que limitam técnicas como fuzzing massivo, brute force em escala ou ataques de lateral movement entre contas. Boas práticas de segurança para pentest em cloud computing começam com leitura atenta de políticas públicas do provedor, cruzadas com o contrato corporativo e com o regulamento interno de segurança da própria empresa.

  • Confirme por escrito o escopo com o cliente e com o time de cloud (IDs de contas, regiões, VPCs, domínios, apps).
  • Revise a documentação oficial de “penetration testing” e “acceptable use” de AWS, Azure e GCP.
  • Defina claramente técnicas proibidas (DoS, stress test extremo, ataque a serviços compartilhados, scans fora de horário acordado).

Alinhamento com o provedor: quando avisar e quando não precisa

Hoje, os grandes provedores facilitam um pouco a vida. A maioria não exige mais formulário prévio para pentest básico em recursos que você mesmo controla, mas isso não significa “liberou geral”. A linha é tênue: sim, você pode fazer scanning, exploração de app e validação de configuração, mas não pode simular botnets, fazer spoofing pesado ou tentar quebrar isolamento de outros clientes. Alguns provedores pedem notificação se você prestará serviços de pentest em nuvem aws azure gcp conformidade legal para terceiros usando contas próprias. Em cenários de alta sensibilidade ou testes em larga escala, vale abrir um ticket de suporte explicando datas, origem de IP e volume esperado, reduzindo o risco de bloqueio automático.

Não óbvio: projetar a arquitetura pensando no futuro pentest

Como fazer pentest em ambientes cloud sem violar políticas dos provedores - иллюстрация

Um truque pouco explorado é desenhar o ambiente de cloud de forma “pentestável” desde o início. Em vez de tentar improvisar permissões às pressas, crie uma VPC dedicada para testes, com peering controlado para produção, regras de firewall e contas de serviço específicas. Isso permite simular ataques realistas internamente, sem gerar tráfego suspeito pela internet. Outra sacada é registrar, já na IaC (Terraform, CloudFormation, Bicep), tags como “pentest_allowed=true” em recursos que podem sofrer testes recorrentes. Assim, time de segurança e DevOps rastreiam rapidamente o que está liberado, evitando confusão. Esse tipo de preparação reduz muito o atrito com auditoria e com o próprio provedor.

Real case 2: pentest contínuo sem irritar o SOC do provedor

Como fazer pentest em ambientes cloud sem violar políticas dos provedores - иллюстрация

Um e-commerce que vivia sob auditorias de PCI precisava de testes frequentes em sua API rodando em Kubernetes gerenciado. Em vez de rodar scans externos semanais, o time criou um cluster paralelo dedicado a segurança, com acesso interno controlado à API, replicando o tráfego com dados mascarados. Os scanners e scripts de exploração rodavam desse cluster, usando IPs “conhecidos” e taxas limitadas, integrados com o WAF e o SIEM. O provedor enxergava o tráfego como parte do padrão esperado da aplicação, reduzindo alerts de abuso. Ao mesmo tempo, o time conseguia simular falhas reais de configuração dentro da conta, mantendo alinhamento com as políticas dos provedores cloud para testes de segurança e pentest.

Técnicas alternativas quando o provedor te limita

Quando o provedor restringe fortemente certos tipos de ataque, não significa que você está de mãos atadas. Em vez de tentar romper o isolamento de hypervisor (o que é totalmente proibido), você pode simular cenários equivalentes via engenharia de configuração. Por exemplo, testar como um comprometimento de IAM interno permite movimentação lateral entre serviços, sem atacar nada fora da sua conta. Se não pode fazer DoS real, dá para avaliar resiliência via testes de capacidade, Chaos Engineering controlado e validação de resposta automática de autoscaling e rate limiting. Ao combinar simulação, análise de configuração e testes focados em IAM, você cobre muitos riscos típicos de cloud sem entrar em conflito com termos de uso.

  • Substitua brute force massivo por validação de políticas de senha e MFA e por simulações com contas de laboratório.
  • Use ferramentas nativas (Security Hub, Azure Defender, Security Command Center) como “pré-pentest” de configuração.
  • Simule exploração de chaves expostas criando labs isolados com credenciais intencionalmente vazadas em ambientes controlados.

Não óbvio: pentest “as code” ao invés de ataques manuais massivos

Um caminho pouco explorado é tratar pentest em cloud como código, integrado ao pipeline de CI/CD. Em vez de executar ataques pesados esporádicos, você empilha pequenos testes automatizados em cada mudança de infraestrutura. Scripts checam regras de segurança de S3, permissões exageradas de IAM, exposição indevida de portas, erros de configuração de load balancer. Os ataques são menores, mais frequentes e dentro de limites seguros, bem aceitos pelos provedores. Essa abordagem reduz a necessidade de varreduras gigantes que chamam atenção do time de abuso, enquanto melhora a cobertura, porque cada deploy passa por uma bateria de mini-testes que capturam vulnerabilidades assim que surgem.

Lidando com zonas cinzentas: Bounty, Red Team e terceiros

As maiores dores aparecem quando você mistura modelos: bug bounty público, red team interno e provedores de teste externos. Se você deixa caçadores de bugs atacarem aplicações em produção na nuvem sem restrições claras, o provedor pode interpretar isso como ataque persistente e agir. É vital documentar em política interna como fazer teste de invasão em ambiente cloud sem violar regras do provedor quando há participação de terceiros: limites de tráfego, proibição de DoS, obrigatoriedade de usar apenas targets e domínios específicos, horário de janelas de teste. Com red teams, combine previamente se o foco será engenharia social, cadeia de supply ou apenas exploração de apps na nuvem, evitando cenários que tocam serviços compartilhados.

Real case 3: programa de bug bounty quase derrubando conta cloud

Uma fintech lançou bug bounty de sua API em Azure, sem filtrar muito o escopo. Pesquisadores começaram a disparar scanners automáticos de alta intensidade contra vários subdomínios, alguns atrelados a serviços gerenciados sensíveis. O WAF segurou parte, mas o volume chamou atenção do provedor, que abriu investigação. O time de segurança teve de provar que os ataques eram autorizados e ajustar o programa, restringindo alvos, definindo IDs de IP preferenciais e exigindo identificação prévia dos hunters mais agressivos. A lição: mesmo iniciativas de segurança, se mal configuradas, podem parecer abuso para o provedor, e precisam ser desenhadas levando em conta as restrições da plataforma de cloud.

Lifehacks práticos para profissionais de pentest em cloud

Alguns truques operacionais fazem diferença enorme no relacionamento com o provedor. Um deles é usar ranges de IP fixos e bem documentados para todos os testes, inclusive em laboratórios de terceiros. Ao registrar esses IPs em tickets de suporte, você reduz o risco de bloqueios repentinos. Outro lifehack é configurar monitoramento próprio (logs, métricas, alertas) para enxergar sintomas de “quase DoS” antes que o provedor veja como incidente. Se o seu scanner está causando latência perceptível, reduza threads, distribua testes no tempo, ou mova parte da varredura para dentro da VPC. Assim, você coleta evidências sólidas sem forçar o limite invisível de tolerância que cada provedor guarda consigo.

  • Mantenha um “runbook de pentest cloud”: IPs, contatos no provedor, scripts aprovados, técnicas proibidas, playbook de incidentes.
  • Empacote ferramentas de ataque em containers padronizados com limites de CPU/RAM para evitar overload acidental.
  • Crie rotinas de “dry run” que validam conectividade e performance antes da rodada agressiva de testes propriamente dita.

Fechando o ciclo: evidências, relatórios e compliance

Ao final, pentest em cloud aws normas e conformidade não é só achar falhas; é também provar que você respeitou regras e limites. Documente não apenas vulnerabilidades, mas também como os testes foram conduzidos: datas, horários, IPs usados, ferramentas, flags que evitaram técnicas banidas. Isso protege o cliente e o próprio pentester em eventuais questionamentos. Inclua no relatório referência explícita às políticas dos provedores cloud para testes de segurança e pentest que foram seguidas, e destaque quaisquer exceções aprovadas formalmente. Dessa forma, o pentest deixa de ser um “ato heroico de hacking” e vira parte previsível, auditável e sustentável da estratégia de segurança em ambientes cloud.